sexta-feira, 25 de outubro de 2013

"Um compositor não existe sem um ouvido" - Papo com Jair Oliveira .

Apaixonado sempre pela música, e arte brasileira, Jair Oliveira, conversou ontem com o “A arte na face” para falar um pouco sobre seus mais de 30 anos de carreira, projetos e concepções. Nascido numa das famílias mais importantes da música brasileira, o músico, compositor e produtor Jair Oliveira, não sabe responder exatamente quando a paixão pela arte musical adentrou seu ser, já que passou toda a infância observando as atividades musicais de seu pai, Jair Rodrigues, dentro de sua casa. Soube por seus pais do interesse que sempre demonstrou pelos ensaios e conversas de Jair Rodrigues com outros músicos e compositores, além de se interessar muito pelo que ouvia nas rádios e discos que seus pais mantinham em sua casa : Desde os 5 ou 6 anos eu já sabia que eu gostava muito de música e por conta disto acabei começando minha carreira cedo, meu pai percebeu isto cedo e então comecei a estudar música, fazer aula de violão e minha mãe (Claudine Rodrigues) sempre me incentivou a estudar , então eu sabia que a música já estava em minha vida desde muito cedo...
Seu primeiro trabalho musical, foi na canção “Deus Salvador”, que está no álbum Jair Rodrigues Oliveira, de seu pai, com quem teve então seu primeiro dueto, a partir de então Jair nunca mais parou de trabalhar com a música. Em 1982, Jair participou do Festival de San Remo, na Itália, com a música “Io e Te” , que rendeu um emocionante videoclipe. Foi então convidado a ingressar no famoso grupo infantil: Balão mágico, ficando conhecido pelo público brasileiro como Jairzinho, apresentando com colegas de grupo o programa matinal da época: Balão Mágico. Jair esteve no balão mágico até o ano de 1987 e com o fim do grupo ainda participou de inúmeros projetos infantis, entre eles um disco com sua antiga parceira de “Balão” Simony.
Balão Mágico
Embora nunca estivesse em seu ser abandonar a música, Aos 17 anos de idade, como todo Jovem da sociedade brasileira, Jair preocupou-se em também ter uma profissão “mais tradicional”, muito cobrada socialmente, visto que na época não havia no Brasil cursos de músicas mais diversificados, Jair decidiu iniciar ingressar então no Jornalismo, para viver a experiência de um vestibular,  frequentando um semestre incompleto na USP, com a desculpa “inconsciente” que o curso auxiliaria seu trabalho de compositor, já que criava canções desde o início de sua adolescência, e o jornalismo também mexia com “a palavra” , podendo assim aprimorar sua forma de escrever suas canções e de se comunicar. Jair então entendeu que estava entrando num caminho “cheio de curvas para entrar num objetivo”, como ele mesmo diz, e acabou abandonando a faculdade e seguindo ao seu foco principal “a música”. Com o apoio da família mudou-se para Boston e ingressou na Berklee College of Music, uma das melhores faculdades do ramo, para lutar pelo objetivo de permanecer na música.
Acredita que a experiência em Berklee College of Music, auxiliou na sua evolução como pessoa e músico, já que pela primeira vez ficava longe de sua família, tendo que aprender a ser mais independente, longe também dos amigos e numa cultura totalmente diferente da brasileira, além de conhecer músicos de todo o mundo, com quem pode trocar experiências significantes para aprimorar a própria música.
Quando questionado sobre sua evolução artística, e as diferenças entre seu primeiro álbum solo, “Disritmia”, e o último álbum lançado oficialmente, Sambazz, Jair informa não notar tanta diferença em seu estilo e criação, mas assume a lapidação que houve nestes anos em seu trabalho musical:
“talvez o público possa dizer mais... Para o compositor acho que existe uma evolução, é como se você crescesse, se desenvolvesse durante a vida e quem te vê crescendo é que percebe mais as diferenças, para a própria pessoa é um pouco difícil, acredito que o “Disritmia” tem um pouco da energia da juventude e da experimentação , foi o meu primeiro disco autoral, e acabei reunindo quase tudo que  aprendi na “Berklee”, com outras coisas que aprendi durante os anos que aprendi tocando no Brasil a noite nos anteriores ao álbum, tocando ao lado dos “artistas reunidos” , “Grooveria” , e peguei toda esta energia e tentei colocar no Disritmia, uma coisa mais crua, menos lapidada, e com a experiência do tempo, você vai fazendo outros discos..., e do “Disrtimia” até “o 2011” (álbum lançado virtualmente) foram vários trabalhos de experiência, teve  o “Outros” , depois o “3.1”, depois o “Simples” , depois o “Ao Vivo”, depois o “Samba me cantou” (Ao lado de sua irmã Luciana Mello) , depois os “Grandes Pequeninos” e depois o “Sambazz”, então foram vários trabalhos, vários anos de experiência, e nesta experiência, você vai lapidando, você vai alterando algumas coisas, mudando alguns conceitos, algumas partes pra melhor, outras talvez pra pior, porque na juventude tem coisas interessantes que você consegue aproveitar e depois com a experiência você acaba perdendo, que é esta coisa até da ansiedade que muitas vezes colabora, e outras você melhora, e a ansiedade vai embora e traz no lugar uma experiência, uma calma, que muitas vezes acaba sendo mais bacanas... Mas no núcleo básico, acho que eu não mudei
muitas coisas, os meus trabalhos sempre tiveram esta característica de misturar estilos , a música brasileira, principalmente o samba, com o Jazz, o Soul, então não vejo uma mudança enorme... Talvez porque uma das marcas de minha carreira tem sido a coerência, coisas nas quais eu realmente acredito, nunca fui um artista de sair atirando para todos os lados para acompanhar o sucesso do momento, sempre fiz aquilo que eu acredito independente da dificuldade de transformar isto em sucesso, então quando ouço meus álbuns, um dos aspectos que consigo identificar é a coerência, sempre tentei ser uma pessoa coerente em relação ao meu próprio trabalho...”
Outro ponto discutido na conversa, foi o sucesso dos “Grandes Pequeninos”, projeto que ao lado de sua esposa, a atriz Tania Kallil, criou em 2009 para homenagear a sua filha mais velha Isabela, com músicas educativas... O projeto chegou a ganhar inclusive uma adaptação teatral infantil na época. Questionado sobre o lançamento da edição “2” do projeto, agora para homenagear a caçula Laura” , Jair confirmou que tem estado ativo na produção do álbum e ainda na criação de uma série de “TV” chamada “Grandes Pequeninos”, que deverá entrar no ar em “2015”, entretanto para isto é necessário a análise de algumas questões especificas, como uma organização maior do site para que seja algo mais familiar, porém tem trabalhado firme no DVD, e em seu conteúdo digital, tendo o projeto ocupado grande parte de seu tempo e coisas “bem legais” sendo preparadas...  Sobre uma nova adaptação teatral para o novo projeto, explicou que depende também da disponibilidade da esposa para a elaboração, visto que o projeto também é dela:

“A peça não depende muito só de mim, pois o projeto é do pai e da mãe, e a Tania tem que acabar a novela que ela está fazendo (Joia Rara), e como ela acabou emendando as 3 últimas novelas, então a gente ainda não teve tempo de pensar no espetáculo, talvez com o final da novela, se não aparecer outra emenda para a Tania, a gente vai pensar no espetáculo... A expectativa é que a gente consiga lançar o disco, e talvez um outro musical teatral no ano que vem...”
Outro ponto abordado, foi o tão esperado DVD “Jair Oliveira, 30 anos” , que de acordo com ele, tem demorado mais que o esperado devido a característica de um projeto mais audacioso, já que a ideia inicial ,seria de apenas lançar em DVD o show que fizera em 2011 em comemoração aos seus 30 anos de carreira, entretanto a ideia foi crescendo e nela entrou um documentário, e este documentário acabou atrasando o lançamento , já que um documentário requer um cuidado maior, como captação de depoimentos, outras imagens, além do trabalho da produtora do DVD e também da S de Samba (produtora que tem em pareceria com João Baptista, Dimi Kireeff e Wilson Simoninha ), que tem tido também grande aumento na demanda de trabalho :
Ficou de um jeito muito bacana, muito bonito, e acho que vai valer a pena a espera, porque talvez seja um dos projetos mais bonitos de minha carreira, ficou realmente muito especial, e finalmente a gente tem uma data de lançamento já acertada, que será Janeiro ou fevereiro do ano que vem...
Com o pai (Jair Rodrigues) e a irmã (Luciana Mello)
Jair também falou de seu trabalho como produtor musical, que aliás tem sido muito bem sucedido, e lamenta o fato de poucos conhecerem o real trabalho e a função de um produtor musical,  que é muito pouca valorizada no Brasil e de extrema importância, já que é o responsável de fechar todos os pontos de um trabalho musical, contou ainda que o maior objetivo da criação do livro que escreveu para acompanhar o álbum Sambazz, tinha como objetivo principal explicar ao seu público o todos os passos de uma criação musical, desde sua composição, sua produção e lançamento... Mostrando que o produtor ainda é um artista... E explica que quando está produzindo, acaba se colocando no lugar de produtor, que é diferente da posição do artista produzido, já que o produtor as vezes precisa ter uma visão um pouco mais ampla do projeto todo já que ele é como um diretor cinematográfico na música, já que é o responsável por orientar o artista, autorizar arranjos, todas as partes necessárias para uma boa conclusão do trabalho.
Sobre as pessoas que ainda o conhecem apenas por “Jairzinho do Balão Mágico”, Jair conta não ficar chateado com tais pessoas, mas mostra insatisfação pela forma que a arte musical chega até estas pessoas, que orientadas pelos grandes veículos de comunicações e adaptadas a conhecerem apenas o que a mídia mostra, acabam não conhecendo não só o seu trabalho, mas também o trabalho de muitos outros artistas de ótima qualidade não divulgados pela mídia, que entende que devido a isto é comum as pessoas lembrarem da época em que estava constantemente na mídia apresentando o “Balão mágico “ . E complementa que não tem nenhuma pretensão que todos conheçam seu trabalho... Mas admite que as pessoas poderiam buscar mais independência mediante a TV, que está carente de programas musicais, e pesquisar mais outros meios de comunicação: Como a internet, que possui acesso mais democrático a várias tendências da música brasileira.

A pauta da entrevista segue então para o lado compositor do artista, Jair diz sentir orgulho do alcance que seu trabalho tem na vida das pessoas, porém não consegue ter uma exata compreensão da real inserção de sua poesia em seus fãs e seu papel de compositor, já que sua obra já esteve presente, tanto compositor quanto como produtor, em vozes como: Ed Motta, Ney Matogrosso, Tom Zé, MPB-4, Jair Rodrigues, Vicente Barreto, Luciana Mello, Wilson Simoninha, Pedro Mariano, Patrícia Coelho, Vanessa Jackson, Sônia Rosa, Uri Caine, entre outros:
“ Isto é a parte mais legal de ser compositor, de você mexer com arte, porque não é só o compositor que tem este poder...Muitas vezes nem é só o artista...Muitas pessoas que se envolvem que possam mudar a vida de outra pessoa como artistas, pensadores, religiosos, professores, políticos... Acho que até muitos trabalhadores que nem se dão conta de o quanto podem mudar a vida de muita gente... Acho que todas estas pessoas quando se dão conta disto acabam descobrindo uma sensação muito especial, e desde que eu comecei a compor... Eu comecei a compor muito cedo... Com 13 anos de idade...Mas só comecei a ter minhas músicas gravadas mesmo a partir dos 21 ou 22 anos de vida...E eu comecei a perceber assim que as vezes músicas que eu faço, muitas vezes sem a menor intenção de mudar a vida de ninguém, simplesmente usando meu coração, minha alma, pra fazer uma canção... E de repente esta canção chega no ouvido de alguém de uma forma que mude a vida de uma pessoa...Mude a forma dela pensar, a forma dela agir... Ou que traga um sentimento pra ela que seja determinante na vida dela... Eu comecei a perceber que este é um poder muito grande e ao mesmo tempo uma responsabilidade também, porque você começa a entender que profissões que mexem com o público, e pessoas que tem este poder de se comunicar com este público tem que tomar cuidado porque não é somente o que você pensa... E o que você pensa e o que você comunica através do seu pensamento, ao mesmo tempo que é muito legal, é também de até certo ponto assustador, porque você fica com esta impressão de que você tem que ter muito cuidado com aquilo que você pensa, com aquilo que você fala...Com aquilo que você transmite ao público porque você pode agir de uma maneira ou de outra em relação a aquilo que ela ouve ... Isto não é só com o artista , e com várias pessoas, mas com a gente acaba sendo potencializado, porque através de uma canção você pode levar uma pessoa a vários sentimentos.... Pra mim é incrível, é mágico saber, por isto que eu me emociono muito com relatos de outras pessoas que vem falar de minhas canções porque geralmente são histórias determinantes na vida destas pessoas... Quando eu faço uma música, claro que eu tenho a consciência de que esta canção pode emocionar, pode levar pessoas à lagrimas ou aos risos, mas não consegue ter a noção exata do quanto vai mudar a vida da pessoa, pessoas comentando que iniciaram um relacionamento por causa de minha música minha, ou até que terminaram ou através de uma decisão muito acertada após ouvir uma música minha... Então fico até emocionado com este tipo de relato... Que as vezes a gente vê que o mundo é realmente complicado e vão perdendo esperanças... Até eu como pessoa perco as esperanças também as vezes em algum tipo de situação... E as vezes uma canção pode mudar esta atitude... Então eu fico sempre muito feliz quando consigo ver que uma canção minha acabou mudando a vida de alguém... “
Ainda consciente da admiração que sabe que recebe de muitos fãs, Jair teve que encerrar a entrevista com sua mensagem para os fãs:
“A mensagem que passo é de agradecimento... Porque eu acho que um compositor não existe sem um ouvido...Sem seu público... E eu acho que eu só continuo com a vontade de compor estas canções por causa destes ouvidos... Por causa das pessoas que ouvem, das pessoas que se emocionam... É isto que me alimenta para continuar escrevendo minhas canções... Então só tenho a agradecer, a dizer que por estas pessoas, e por conta de outras que ainda não tiveram a chance de conhecer meu trabalho que eu faço... Ou não saber que sou eu quem faço... É por conta destas pessoas que continuo fazendo... É isto que alimenta um compositor, alimenta minha alma... Se eu conseguir continuar compondo coisas que possam emocionar as pessoas, e que possam fazê-las refletir... Pra mim já tá ai a recompensa... Pra o sentimento é muito mais que criar uma música para vender... Não tenho esta pretensão, pra mim o sentimento é muito mais artesanal... A minha recompensa como compositor é justamente saber que você chorou ouvindo alguma música minha... Pra mim o sentimento é muito mais genuíno...”

 Por Reca Silva 

Saiba mais sobre Jair Oliveira. 





terça-feira, 1 de outubro de 2013

"Eu não sou de Fugir da Raia" - Papo com Thiago Varzé

Por Reca Silva.
Thiago Varzé, grande nome da atual MPB, tem sido um artista transparente, disposto a defender seu trabalho, a arte em que acredita e não está afim de fugir da raia não, como diz em sua música: Pimenteiro. Uma das faixas mais interessantes de seu Novo álbum “Tempo de Ser”, que será lançado, na cidade de São Paulo, no próximo dia 20 de Outubrono Tom Jazz, conhecida Casa Paulistana. Como prova de sua transparência e simpatia, Thiago aceitou conversar um pouco com o Arte na Face referente a sua criação musical, ideologia, o novo álbum e claro sobre o show que nos aguarda no Tom Jazz.

Este Paulista de 30 anos, de Itanhaém, músico, empresário, compositor, produtor, foi criado num ambiente musical “diversificado e eclético”, ambiente que influenciou fortemente o caráter músico de Thiago Varzé, com uma mãe (Izilda)  que dedicou 9 anos de sua vida ao estudo do piano clássico, um pai (Nelson) que tocava desde os tempos do colégio baixo e violão e um tio (Waldir) a quem considerava um cantor de excelentíssima qualidade, “um verdadeiro Crooner”. Com tanta música inclusa em seu dia a dia não tinha como Thiago não se aproximar da música. Mas como grande parte das crianças, a TV foi responsável por sua decisão profissional:

“Com 6 anos assistindo TV com meus pais vi alguém tocando saxofone e disse: "Quero fazer isso! "Na época meus pais não tinham a menor condição de comprar um saxofone e tão pouco eu tinha condições "físicas" de aguentar um. Então me matricularam em um conservatório musical do meu bairro, na Mooca, onde fiz toda a iniciação musical com flauta doce. Depois de um tempo, o professor de saxofone do meu conservatório indicou aos meus pais um lugar que atendesse melhor meu "nível" de consciência e de conhecimento musical. Então e assim fiquei no CLAM dos 8 aos 13 anos estudando saxofone. Estar lá foi estar mergulhado num universo de música e fantasia o tempo todo. Eu amava estar lá, amava meu professor de saxofone "Wadim" (lembro até hoje o nome dele, nossos papos e o incentivo e carinho que ele tinha por mim), alias foi por ele que sai do CLAM, Wadim foi chamado para integrar a banda filarmônica de Brasília.Com a saída dele, saí do CLAM e desisti do sax.”

Quando questionado se este episódio teria apagado sua chama musical Thiago respondeu com ênfase:

Nunca! Minha família em todo encontro em toda festa em toda viagem fazia música. SEMPRE tinha o violão... E foi assim um dia simplesmente tocando o violão e cantando que percebi que eu seria violonista e cantor. Na verdade tocava mais quando estava sozinho... nas rodas eu cantava, batucava, fazia a festa junto... O violão era como um amigo confidente... mas um dia meu pai me viu tocando e percebeu que ali eu tinha me encontrado...

Na mesma época que descobriu o violão e sua arte de cantar, Thiago ganhou de brinde um outro dom divino, o de compor:

Não me fazia muito sentido ficar tocando os mesmos sons que os outros já haviam tocado...Fui procurando sons, brincava de "construir sons" e dava nome a cada um deles. Um dia sem perceber tinha feito uma sequência de acorde (harmonia), uma sequência melódica (melodia) e uns versinhos (a letra).Tinha 12 ou 13 anos...

Quando questionado do primeiro som, Thiago foi sincero em Admitir:

Não me lembro... Na época ainda não tinha meu próprio gravadorzinho, mas com certeza era algo falando de amor, de saudade, de encontro..."meu tema" é sem dúvida o amor, a condição humana e as paisagens...

Thiago entendeu então que precisava mostrar seu dom a outras pessoas, e assim passou a tocar em rodas de samba e Samba rock, aos 16 anos brinca que recebeu seu primeiro cachê: Um pão com linguiça sem direito a repetição numa periferia da Zona Leste de São Paulo. Quando questionado sobre sua profissionalização nos conta:

Na verdade foi um processo...Decidi gravar um disco pra valer.
Com o produtor que eu sempre quis, com os músicos que admirava e admiro, com a músicas que acreditava e acredito... a partir daí as coisas foram se profissionalizando por si... é um caminho... A hora em que você coloca o carro na estrada, você é a estrada, entende? Na estrada tem pessoas possibilidades, curvas, buracos, derrapadas, até batidas...

E assim Thiago decidiu mudar-se para o Rio de Janeiro, precisava de um adicional, estudar e entender mais da música em todos seus ambientes, e suas perspectivas como músico, como ele mesmo nos explicou:

Com 21 para 22 anos... Eu já estava estabelecido aqui em SP como músico da noite. Tocava de domingo a domingo, mas resolvi que era a hora de dar um tempo e ir estudar para entender e estender minhas perspectivas enquanto músico...

A fase em que morou no Rio de Janeiro, foi importante para seu amadurecimento musical, quando questionado quem era o Thiago de “Áudio retrato”  primeiro álbum, Thiago não deixa de descrever-se como um simples jovem idealista e fascinado cada dia mais pela música:

O tempo nesse caso é SEMPRE amigo! Na arte, na música TEMPO é aliado...Se você estuda e investe nisso, obviamente.O Thiago do áudio retrato era um pós adolescente, super influenciado pelo "BUM!" dos músicos e lançamentos da TRAMA, morando sozinho no Rio de Janeiro, estudando fazendo faculdade e testando algumas possibilidades de vir a ser "artista".
Fora isso eu pesava 90Kg a mais!

Ao abrir-se referente aos problemas que passará com “Peso” Thiago contou nos das batalhas que teve para vencer o vilão que atrapalhava sua saúde e estética, que para uma celebridade, é ainda mais cobrada:

Tive um hiato entre Áudio Retrato e Outros Ares, pesquisei, fui atrás do que me emocionava enquanto estética, trabalhei muito na noite aprendendo o que fazer, mas principalmente o que não fazer...Eu fiz a cirurgia de redução do estômago. Foi 1 ano me reconstruindo... fisicamente, psicologicamente, mentalmente.
Tive que me redescobrir, reinventar...

Thiago acreditava que se fosse realmente ser parte integrante da música, deveria então saber tudo sobre esta, em todos seus ambientes e assim acreditou que a melhor forma de sanar suas dúvidas seria aquela mais eficaz, estudar:

Eu gosto de estudar...Trabalhando com música fui estudar comunicação com ênfase em produção audiovisual. Foi ótimo adquirir conhecimento e relacionamento que me levaram por exemplo a fazer a trilha sonora da peça A Ilha no SESI.
A minha pós em Gestão de negócios do entretenimento foi para conhecer o outro lado da moeda. a parte do business, do mercado, da grana, do lob, enfim... A parte onde efetivamente a "arte acontece". Fora isso tenho minha produtora, onde administro a empresa... foi de extrema importância.
Já a Pós em Canção, é por amor a música mesmo... é a ânsia de aprender de estar conectado, de estar inserido no universo mágico da criação da canção... Ou seja na verdade tudo que estudei e estudo interage entre si...

Ainda falando sobre suas conquistas, conhecimentos e evoluções, Thiago contou sua visão do atual álbum, Tempo de Ser:

Tempo de ser surge da inquietação enquanto autor, musico, produtor...É uma visita às minhas "causas" e estéticas musicais. É o cerne que precisava para alinhar o carro à estrada. É a partir desse disco que definitivamente parte o "foco" ou o prumo da minha carreira. Pretendo sempre evoluir em conteúdo, mas sem perder a essência da simplicidade musical como o pilar fundamental de construção da minha música.
É O universo do amor, da saudade, do ser humano, dos lugares, dos encontros...

Sobre as músicas do álbum, o cantor não deixa de falar com orgulho de suas criações:

Existe a história do Pedro (Mariano) participar de A Voz do Brasil que foi uma música que fiz e sempre dizia brincando mas falando a verdade que um dia ele iria cantá-la.
Tem a música que compus pra minha noiva Laisa Lorenti, Por Nós.
Tem Tribo, que traduz o meu sentimento perante a vida...
E tem Juntos, que foi a última música feita aos 47 do 2o tempo e que acho linda e que me remete as coisas boas da vida, tudo junto na mesma canção... E tem Pimenteiro, onde assumo minha fé Cristã, quando digo que todas as superstições pode ajudar, mas só Deus salva e resolve. Muita gente ainda não entendeu do que realmente fala “Pimenteiro”. – Lamentou-se o cantor.

Thiago não pode deixar de mostrar o quanto estava maravilhado com a Participação especial de Pedro Mariano em seu novo CD, principalmente o fato de sempre ser fã assumido do Interprete, a participação surgiu de forma inesperada, quando durante a produção do Álbum, que é produzido por Marcelo Mariano, irmão de Pedro, Thiago contou que quando compôs a canção fez a imaginando como seria Pedro a cantando, Marcelo interessado em sua concepção não perdeu tempo e falou com Pedro que aceitou de imediato, para a surpresa de Thiago a participação:


As maiores emoções que já senti musicalmente falando: conhecer Djavan, Cantar com Jorge Vercílio e ter a participação do Pedro Mariano no meu disco.
Só agradeço a Deus por escutar meus pedidos mais secretos e me presentear com cada momento desses. É indescritível... nenhuma palavra traduz o que sinto...

Thiago ainda ressaltou a admiração que sente por alguns outros artistas e não esconde a vontade de passar ao menos num mesmo ambiente que Milton Nascimento e conhecer a fundo Flávio Venturini, Lô Borges, Beto Guedes, Lenine, Zizi Possi, Nana Caymmi, Luiz Melodia, Moska, Sergio Santos, Monica Salmaso, João Bosco, Chico Buarque, Jair Rodrigues, Jair Oliveira, Luciana Melo, Bruna Caram, Luiza Possi, 5 a seco, Ney Matogrosso, quando questionado sobre o talento compositor dos meninos do 5 a Seco não deixou de ressaltar sobre um deles : Tô Brandileone é um Gênio!

Ainda falou sobre artistas internacionais que sempre o impressionaram: Michael Jackson, Amy, Barry White, Marvin Gaye, Beatles... Areta Franklin, e o MESTRE Frank Sinatra!
Sting,Aha, Beatles, Stivie Wonder.

Um diferencial do Thiago, mediante a atual fisionomia artística brasileira, é a forte concepção política, a
ponto de posicionar-se a favor das Manifestações contra o Governo que estão ocorrendo em nosso território, entrando em eventos criados e claro tentando colocar em seu público a consciência artística, sente pelo fato da nova “Elite Artística” defendida pela mídia não ter pulso cultural suficiente para auxiliar a sociedade na formação de tal consciência política. Quando questionado se tal consciência política, como foi desmascarada em a Voz do Brasil, teria prejudicado seu ingresso em algumas rádios, principalmente as Paulistas, informou não se preocupar:

Eu detesto "artista" em cima do muro. Se atrapalhou não faz a menor diferença, eu morro gritando, mas não morro engasgado!
Muito me espanta o "silêncio" oportuno de alguns. Onde houver uma ferida quem me agrida... Eu irei Cutucar: SEMPRE! Pode ser que eu pague o preço. Mas aí estará pago mesmo...
Acho que a música desde os tempos tribais tem funções sociais como: educar, integrar/inserir, advertir, divertir.


Outra questão que não foi deixada de lado, foi o fato de apenas as rádios paulistas não estarem tocando o novo álbum de Thiago, e este mostrou-se chateado, mas ciente de que ainda deve agradecer pelo espaço que consegue ter, mediante a tantos amigos músicos que ainda lutam pelo seu espaço:

É como não ser bem vindo na sua própria casa. Mas isso não acontece só em SP, tão pouco acontece somente comigo; é reflexo da cultura do país: Medo do novo, mais fácil apostar em sucesso do que dar chance ao novo.Existem inumeráveis artistas que não recebem NENHUMA atenção por parte das rádios.Eu ainda me acho sortudo por ter algum espaço nas demais rádios.

Quando o assunto abordado foram seus fãs, a quem Thiago mostra grandiosa interação nas redes sociais, o cantor não pode deixar de mostrar sua admiração, além de adiantar como será para ele o show do Tom Jazz e o que ele oferecerá ao fã paulista:

Parece papo de revista capricho (Risos) mas eu sei MUITO o quão difícil é se fazer ouvir. Não bastasse isso além de me ouvir, gostam de mim, me apoiam, me dão carinho, incentivo...Como não amar?!
O artista depende dos fãs! Vive pra conquistá-lo! E eu quero sempre estar de frente, perto, ouvindo, e trocando com meus fãs (que insisto em tê-los como amigos, parceiros e cúmplices)
Os fãs são a razão de ser do meu trabalho!!

Com certeza podem esperar minha vida entregue naquele palco, com certeza estarei emotivo, emocionado, provavelmente eu chore e faça alguma piada pra disfarçar...
Receberão de mim além de toda dedicação como músico, o meu melhor e mais verdadeiro sorriso de felicidade plena e insubstituível!

Entrevista Concedida a Reca Silva.

Lançamento Thiago Var zé São Paulo (Tom Jazz) : Ingressos Clique aqui!
Mais informações sobre Thiago Varzé: Site Oficial: 
Página Oficial Facebook:
Clipe Boa Intenção:
Ouça Tempo de ser na Integra: Clique aqui.

  

sábado, 7 de julho de 2012

Elis Regina ganhará homenagem em voz Masculina.


Após 30 anos de sua morte, a cantora Elis Regina continua sendo a mais reverenciada, sendo ainda uma das que mais vende álbuns no Brasil. O ano primeiro semestre de 2012 começou regado a muitas homenagens, como a escolha de seu nome para o palco de homenagens da Virada Cultural Paulista e a exposição elaborada pelo projeto “Viva Elis” que contou com grande acervo de informações, fotos, vídeos, histórias e objetos pessoais da cantora, como vestidos usados no grande espetáculo Falso Brilhante que imortalizou a cantora no Teatro Bandeirantes.
O segundo semestre do 30º aniversário da ida de Elis continuará em homenagens, agora organizada pelo seu filho Pedro Camargo Mariano, ou simplesmente Pedro Mariano como é conhecido artisticamente, fruto de seu matrimônio com Cesar Camargo Mariano, um dos maiores músicos e arranjadores brasileiros. Pedro na verdade idealizava este Tributo desde 2009, e seu intuito seria mostrar as canções de sua mãe interpretadas por vozes Masculinas, Já que elas saíram de forma mais natural e sem cobranças e comparações com a inigualável voz de Elis Regina.
Um ponto importante do projeto foi a escolha de seu elenco, um tanto eclético e que abrangerá gostos e estilos da música brasileira : Cauby Peixoto (Dois pra lá, dois pra cá), Lenine (Atrás da Porta), Jair Rodrigues(Arrastão/Menino das laranjeiras),Jair Oliveira (Madalena), Rogério Flausino (Vivendo e aprendendo a jogar), Seu Jorge (Cai dentro), Chitãozinho e Xororó (Como nossos Pais), Emílio Santiago (Moda de Sangue), Roupa Nova (Casa no Campo), Jorge Vercilo (Mestre Sala dos Mares), Diogo Nogueira (Amor até o fim), Felipe Catto (Tatuagem), Paulinho Moska (Nada será como antes) e ele próprio Pedro Mariano cantando o "hino" Bêbado e o equilibrista.
O projeto ganhará ainda uma gravação em DVD e acontecerá no dia 02 de Agosto no Teatro Positivo em Curitiba – PR, sendo aberto ao Público que poderá comprar seu ingresso através do DISK Ingressose se emocionar neste show que muito promete. 

Informações: Teatro Positivo



sexta-feira, 6 de julho de 2012

RPM Realiza Show Beneficente em Osasco



A associação AMAMOS, Associação de Munícipes para Amparo ao Menor Osasquense, contará com uma grande ajuda para continuar seus serviços.A banda RPM se apresentara em pró a Instuição no próximo dia 19 e terá como a abertura da banda Alssapão.

O show acontecer no Passarela Shows, que localiza-se no bairro KM 18 em Osasco, cidade onde encontra-se a sede da instituição que empenha-se nos cuidados a crianças vindas do forum de Osasco através de processos formalizados e legalizados pela vara da infância.

Produzido por Marcos Mello, o show contará com setlist repleto de antigos Hits além de apresentar as novas canções que compoêm o novo álbum "Elektra" banda liderada por Paulo Ricardo e que é completada por grandes músicos como Luiz Schiavon, Fernando Deluqui, Paulo Pagni. Que após 23 anos não realizavam a gravação de um álbum em estúdio , já que em seus últimos álbuns dedicaram se a projetos “ ao vivo”.

Informações Sobre o Show.

Local: Passarela Shows/ Avenida dos Autonomistas, 4785, Km 18, Osasco, SP.
Data: 19 de Julho de 2012
Valor: R$50,00 (Primeiro lote vendido a R$40.00)
Banda de Abertura:  bandaallsapao
Informações: 11 3682.4226 / 11  7105.7334.
Ingressos: Loucas ofertas

domingo, 1 de julho de 2012

Cantinho do Editor


A arte é o que a mídia vende?

Estamos em mais um ano decisivo da história deste País, ano de eleições municipais, anos em que as pessoas podem fazer a diferença apertando apenas um botão enter que estará na urna eletrônica, ano que vejo muitos se esquecendo de questões importantes que envolvem a nossa nação e preocupados com o fim do campeonato: Libertadores da américa, Olímpiadas em Londres e principalmente a proximidade da Copa do Mundo que está prevista para acontecer em nosso solo no ano de 2012. Vejo principalmente pessoas esquecendo-se da Educação, que é a base de qualquer pessoa, e da cultura que realmente lapida o que aprendemos com a Educação.
Pude presenciar neste ano mais uma Virada Cultural  que aconteceu na cidade de São Paulo, embora tenha me divertido muito com a escolha das atrações feita por mim, também pude me revoltar com algumas questões vistas durante o evento, a principal foi a segregação cultural e social que ocorreu. Conforme eu passeava pela cidade na troca de palcos pude notar a diferença gritante: Palcos totalmente organizados enquanto outros eram constantemente contidos pela polícia... E pensei que infelizmente eu não estava sendo preconceituosa ao admitir que o conhecimento cultural da pessoa influi muito em sua postura social e também em sua educação, estava vendo apenas mais um fato.  Pessoas que curtem apenas estilos musicais ditados na moda estavam em sua maioria envolvidas nas brigas e confusões que estragavam a virada cultural. Via o palco de cantores como Guilherme Arantes, que atraiu um grande número de pessoas vivendo a tranquilidade de curtir um som enquanto palcos de outros estavam sendo totalmente vigiados por policiais.
A virada cultural deste ano foi mais um reflexo de problemas que estão acontecendo há tempos na nossa pátria, desanima ligar sempre a teve e ver cantores e artistas de grande expressividade criadas pela mídia  estarem presentes constantemente em nossas redes quando tendo que sair de casa e entrar numa churrascaria  e que encontro cantores que realmente me comovem, cantores que me assombram com sua qualidade vocal e artística , mas que por não criarem nenhum hit simples de ser composto no momento não estão sendo apoiados pela mídia. A arte realmente está nas ruas e não na nossa telinha e rádio. 
Uso neste artigo um discurso que ouvi do cantor Pedro Mariano, durante um show realizado no SESC Osasco, Pedro embora seja renomado, atraia grande público em seus shows e seja filho da cantora Elis Regina, e seja muito além disto o melhor interprete em voz masculina que eu conheço. também sofre com as injustiças da Mídia, já que diferentemente de seus irmãos,  possui concepções diferentes de sua arte e estilo , concepções que este apenas não acredita, mas defende com unhas e dentes, e por isto sofre as consequências de não ser divulgado pela mídia, mas vamos lá ao discurso que o rapaz fez e que me impressionou : Pedro não tem nada contra estilos que tocam na rádio, mas incomoda-se pelo fato de serem os únicos apresentados para o povo, de acordo com ele, como um País tão rico e diversificado culturalmente , apresente a sua nação apenas dois estilos musicais? Será que o povo não teria direito de ouvir todos os estilos musicais existentes em nossa  nação e decidir por si só o que ele quer ouvir? Voltei naquele dia em casa com tais questões martelando a minha cabeça e pensei, será que o povo não teria direito de conhecer melhor a nossa própria cultura?  
Sei que o problema cultural que assola o Brasil não será resolvido de um dia para o outro, sei que a mídia continuara investindo para as questões que darão lucro e não nas que melhorariam o nosso País, sei que o povo não tem recebido a educação correta para definir o que é bom ou ruim e compreender as letras de canções que ouvem com facilidade... Sei que não adiantará o trabalho popular de entidades como o SESC , que tenta mostrar o melhor da cultura do nosso País se os trabalhos não são apoiados pela mídia de forma correta, mas tem algo que sei... E que não desistirei, apoiarei todas as causas de melhoria de cultura existentes e ajudarei em sua divulgação.  Ao menos faço a minha parte...

Reca Silva - Editora do A  arte na face

" O Brasil não conhece o Brasil
O Brasil não merece o Brasil
O Brasil tá matando o Brasil"

Composição: Maurício Tapajós, Aldir Blanc






quarta-feira, 18 de abril de 2012

Conheça mais o aniversariante do dia :Pedro Mariano


                 c Pedro Camargo Mariano nasceu em  18 de Abril do ano de 1975, em São Paulo, filho de dois ícones da música Brasileira, Elis Regina de Carvalho Costa e do Pianista, Maestro e arranjador  Cesar Camargo Mariano. Devido ao trabalho dos pais, Pedro teve bastante contato com música por quem acabou cada vez mais apaixonando, quando fora questionado se os pais influenciara a escolha profissional Pedro apenas soube responder : Não sei... Acho que teria que nascer filho de outra pessoa para ter certeza...Porque eu nunca pensei em outra coisa... Eu nunca pensei em fazer outra coisa em minha vida...Por outro lado eu sempre me pergunto se eu nascesse em um outro universo, nascesse num outro ambiente familiar... Se talvez esse dom que eu tenho aparecesse...Talvez ele até pudesse aparecer, mas talvez ele não seria incentivado, ou talvez eu mesmo acabaria suprimindo este dom em função de uma carreira , que talvez esta família Subjetiva que eu cito tivesse...
            Pedro diz nunca ter dúvida do que faria profissionalmente, não conseguia ver-se em outro ramo que não fosse a música, e brinca sempre que devido a algumas piadas  que ouvia na escola referente a profissão de músico, que sempre foi muito discriminada, preferia falar, para não irritar-se ainda mais que queria ser arquiteto, que seria seu segundo plano B, já que fora também uma das possíveis escolhas profissionais de seu pai, entretanto o cantor não chegou nem sequer a prestar vestibular na área deixando seu coração seguir para o lado que era chamado: a música.
            Teve consciência de sua escolha já na infância, quando gostava de brincar de dobrar falsetes com as músicas de Phillip Balley, integrante do grupo Earth, Wind and fire, exercícios que aumentaram precocemente seu potencial vocal. Aos 12 anos, incentivado pelo pai iniciou então sua luta na carreira, estudando a música e especializando-se cada vez mais, quando, aos 20 anos, teve enfim sua primeira aparição oficial nos palcos, quando juntamente com seu irmão mais velho, João Marcelo Bôscoli, Pedro produziu um tributo a sua mãe, Elis Regina , falecida em janeiro de 1982, cantando duas músicas que por ela foi interpretada : Aos nossos Pais  e Cartomante . O que era para ser apenas uma homenagem foi o pontapé inicial da carreira de Pedro Mariano que passou desde então a receber propostas de grandes gravadoras, assinando contrato no mesmo ano com a Sony Music.
            Participou então ao lado do pai, do festival do Jazz de Mountreaux em 1996 na Suiça e em 1997 lançou seu primeiro álbum oficial com o nome de Pedro Camargo Mariano , e ainda seguindo a maré em 99 cantou no Festival Beny Moré, em Cuba, juntamente com os “Artistas Reunidos” (Max de Castro, Daniel Carlomagno, Wilson Simoninha, Jairzinho Oliveira, Luciana Mello).
Em 2000 lança, agora pela gravadora Trama pertencente a sua família, o CD  Voz no Ouvido , que lhe rendeu a sua primeira indicação ao Grammy Latino na categoria de Melhor disco POP contemporâneo brasileiro, conquistando o disco de ouro por 100.000 cópias vendidas. Lança  2 anos depois, ainda pela Trama seu disco Intuição que contempla grandes sucessos como De repente, pode ser, você vai ver... Para em 2003 unir-se ao pai e juntos lançarem o Piano e voz, com grandes interpretações de músicas que marcaram a história da música brasileira,  há uma curiosidade na escolha do repertório adotado, pai e filho ficaram de indicar preferências no Set List  e por coincidência o Cesar acabou escolhendo música adoradas por Pedro como Caso Sério e Tudo Bem e Pedro acabou, de forma nada combinada, escolhendo musicas amadas por Cesar como Caminhos Cruzados e Dupla Traição o que mostrou o real entrosamento entre a dupla.
Buscando maiores perspectivas em sua carreira, Pedro decidiu abandonar a gravadora Trama e  aceitar a proposta da EMI, o que lhe causou certo transtorno, já que mudanças na diretoria da gravadora o obrigariam a mudar  o trabalho já feito em seu cd Incondicional, o que não foi aceito pelo cantor, que preferiu sair da gravadora antes do lançamento e seguir seu caminho de forma espontânea na Universal. , como tiveram questões a serem resolvidas na antiga gravadora, que era detentora de algumas músicas que seriam lançadas no novo CD, Pedro decidiu então junto com sua nova morada que era o momento de comemorar os seus 10 anos de carreira e homenagear sua mãe Elis Regina, Lançando assim o Álbum : Pedro Mariano ao vivo que contemplava os grandes hits de sua carreira além de músicas de Elis cantada na voz do Filho:Todos gostam de Elis Regina. A mãe eu não tive, mas a cantora tem que ser reverenciada”, afirma Pedro Mariano, que não esconde a vontade de montar um projeto só com músicas de Elis. “Sei que poderia levar muita porrada se fizesse isso, então coloquei algumas músicas dela no meu disco. Mas isso não vai virar rotina. Foi apenas uma homenagem, relembrando o início da minha carreira” Diz Pedro sobre a homenagem tendo escolhido Luciana Mello e Sandy por convidadas especiais no tributo.

Em 2007 Pedro lança então o  álbum com o Simples título de “Pedro Mariano” , que continua um material totalmente inédito, num momento em que vivia a alegria de ser pai e da garota “Rafaela” que tivera em seu casamento com a Produtora Patricia Faro com quem vive atualmente.
Depois de 5 anos de luta, Pedro Pode então lançar o sonhado álbum incondicional, que inaugura seu próprio Selo Nau , onde músicas bloqueadas pela gravadora EMI puderam ser lançadas. obras de arte como : Simplesmente, Jardim do Silêncio, Quase amor, três moedas e medida da paixão ( que estivera na trilha da novela Senhora do destino em 2004) puderam ser apresentadas ao seu público sem modificação alguma  e no formato original.


Atualmente Pedro trabalha no seu novo álbum denominado 8, por ser o oitavo de sua carreira e prova a cada dia o real talento que possui, que prova que nada mais nada menos a sua genética é nada mais que um fator adicional em sua carreira, tão cheia de conquistas e de superações que  honra como sempre diz, o nome dos Camargos Mariano . Completando hoje 37 anos de vida que leva o arte na face a dizer :Feliz aniversário Pedro Mariano!


sexta-feira, 6 de abril de 2012

Bengala e Chapéu de Chaplin são leiloados.

 Objetos imortalizados pelo cinema pertencentes a Charlie Chaplin foram leiloados no último dia 1º em Hollywood, ambos eram conhecidos por terem sido figurino do personagem “Carlitos: o vagabundo” que tanto consagrou o ator Inglês.
Carlitos era a representação de um povo cansado das injustiças sociais e que sem rumo a seguir acabava acomodando-se vivendo as pequenas alegrias da vida, oprimidos pelo cruel sistema capitalista que pouca chance de decente sobrevivência dá as massas. Charles, embora oficialmente apartidário, chegou a ser expulso dos Estados Unidos da América por ser considerado incitador ao sistema Socialista na América.

Grande Ator, dramaturgo, músico e dançarino, Charlie Chaplin é até os dias de hoje considerado, não apenas como artista, mas também como filósofo e pensador, tendo suas famosas frases divulgadas em todos os lugares, o que auxiliou em muito o valor final arrecadado no leilão na venda dos dois objetos: 100 mil dólares.

Também foram leiloados um casaco de equitação usado por Clark Gable em "...E o vento levou", que foi vendido por 57.600 dólares e a túnica utilizada por Charlton Heston em "Os Dez Mandamentos", que alcançou o preço de 66.420 dólares.

Fontes:Band